Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de maio de 2010

2ª Viagem a China



Ao estudar a história da China, pude encontrar a razão para essa desconfiança. É que os chineses não tiveram outra coisa senão atitudes execráveis dos europeus. Assim, por exemplo, os britânicos introduziram o ópio para dominar mais facilmente o povo chinês no século 19. A partição de Shanghai entre as potências europeias e a forma pela qual os europeus trataram os chineses em sua própria terra à luz de uma ética moderna foi simplesmente inaceitável e condenável. É, pois, impressionante que o povo chinês não guarde rancor ou amargura contra os ocidentais e possam recebê-los com um sorriso. De certa forma, penso comigo que encerra uma certa superioridade espiritual dos orientais ante os ocidentais.
Outro aspecto marcante de minha viagem e da minha relação pessoal com esse povo é o grau de extrema curiosidade do povo chinês em relação aos ocidentais. Recordo-me de passagens hilariantes em que me envolvi. Assim, em minha visita à Grande Muralha da China, a uma hora de Pequim, fui rodeado por uma multidão de chineses, crianças, jovens, velhos, homens e mulheres pedindo-me gentilmente para tirar fotografias com eles. Fiquei muito feliz, mas ao mesmo tempo um pouco desconcertado, pois me sentia como um ET visitando o planeta Terra. Obviamente era muito diferente fisicamente dos que me cercavam e a curiosidade me lembrava das diferenças. Todavia, sentia que era uma curiosidade e quase uma admiração em relação à minha pessoa, pela forma como me saudavam após as fotografias terem sido tiradas. De repente, percebi que, com a vaidade que nos enfeitiça, que disputava a curiosidade e a admiração dos chineses com a Grande Muralha a quem todos fomos visitar.

1ª Viagem a China:


Embora não tanto como nós brasileiros, os chineses também dão-se as mãos nas ruas e se abraçam, algo que me surpreendeu, pois imaginava que como os japoneses, o contato pessoal devesse ser evitado. Outra característica do povo chinês que o aproxima ao povo brasileiro é o fato de eles serem absolutamente incapazes de dizer "não". Isto é desconcertante, principalmente em reuniões de negócios, como as que presenciei por dezenas de vezes. Quando indagados de forma direta, você tem interesse?
Ou você concorda? Sempre diziam "maybe" (talvez em inglês). Quando indaguei ao nosso intérprete o que significava, ele me confirmou o que presumia: era uma forma de evitar o não, que na sua cultura seria considerado uma descortesia com o estrangeiro, o visitante. A partir daí, busquei uma nova forma de indagação: "maybe yes or maybe no?". E dessa forma abri a possibilidade de ao menos indicarem o que seria mais provável no futuro como resposta. Isto confunde muito o ocidental no trato de negócios com os chineses. Realmente, nunca sabemos o que pensam e de que forma vão reagir nas propostas ou contrapropostas negociais. É necessária extrema paciência ao lidar com os chineses. Eles são muito cautelosos e extremamente desconfiados.